Cabeça de Robalo – coisas de Canavieiras – Tabu Online

Cabeça de Robalo – coisas de Canavieiras

Um prato que caiu no gosto dos canavieirenses e até hoje encanta os turistas: é a Cabeça de Robalo. A iguaria, entretanto, não leva nem um pedacinho do delicioso peixe, ainda em abundância em Canavieiras, é levado à mesa, comido pelos visitantes, que ficam cobrando aos garçons a falta da Cabeça de Robalo pedida.

Esse prato canavieirense foi apresentado por uma belmontense, Edelzuita Maria Santana, que aprendeu a preparar esse prato com sua mãe. Aos poucos, a cabeça de robalo deixava de ser apenas um prato inusitado para ganhar status de prazer culinário. Do modesto bar e restaurante “Fundo de Quintal”, ganhou o mundo.

Hoje deitada em berço esplêndido, a cabeça de robalo se tornou amplamente conhecida, e até tentaram até mudar o seu nome para “top less”, numa alusão à moda criada na Inglaterra em que as mulheres ficam com os seios à mostra na praia. Mas esse nome não pegou, para o bem da língua portuguesa.

E têm razão os nobres defensores da tese. Pra início de conversa, a cabeça de robalo é um prato exclusivo da gastronomia canavieirense, onde seus manguezais são considerados os maiores e mais ricos do Brasil, dada a sua diversidade. Não é por acaso que o caranguejo – Ucides cordato – de Canavieiras é tido e havido como o mais gostoso crustáceo de toda a costa brasileira.

E as virtudes gastronômicas da cabeça de robalo ultrapassaram as fronteiras de Canavieiras e Costa do Cacau, chegando a Salvador, Brasília, outros estados e até países. Passou pelas cozinhas e chegou aos salões de banquetes de palácios republicanos e conquistou – definitivamente – a realeza. Por dois anos seguidos o Rei e a Rainha da Suécia, Carlos XVI Gustavo e Sílvia vieram desfrutar do verão de Canavieiras, onde o Rei praticou a pesca do marlim e o casal se deliciou de algumas vezes com a iguaria.

Gostoso de comer, trabalhoso de fazer. Assim é a cabeça de robalo.  No caso de cabeça de robalo, não se economiza atenção na hora de lavar e escovar bem a carapaça, quebrar as pernas e “catar” (tirar a “carne” das patas do caranguejo). Abra a carapaça com uma faquinha e retire tudo que tem dentro, inclusive o fel; tempere as “carnes” até o tempero murchar e recoloque no lugar.

Os temperos são: coentro e cheiro verde, tomate, cebola, pimentão, pimenta-de-cheiro, camarão, biri-biri, leite de coco e dendê. Leve a panela ao fogo, vá colocando o dendê e o leite de coco aos poucos. Deixe cozinhar como moqueca, e com o caldo faça um pirão. Depois é só servir com pirão e arroz branco. Hoje, a cabeça de robalo é produzido em Canavieiras por várias pessoas e ganham o mundo como mais uma das delícias da gastronomia canavieirense.

Mais sobre cabeça de robalo em http://www.ciadanoticia.com.br/v1/2015/01/16/cabeca-de-robalo-o-manjar-dos-deuses/

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