PONTE DO JEQUITINHONHA AMEAÇA ECONOMIA SUL BAIANA

A ponte construída sobre o rio Jequitinhonha, no município de Itapebi, na BR-101, apresenta sinais de corrosão em toda sua estrutura de sustentação, bem como no seu lastro, com o aparecimento de alguns buracos. Caso não sofra interdição para a realização urgente de obras, poderá causar uma catástrofe sem precedentes, ruindo não só o equipamento rodoviário, como levando risco de morte aos milhares de usuários.

Apesar das fotos que demonstram a fragilidade dos pilares e blocos de sustentação, nenhuma providência ainda foi tomada, e sequer consta qualquer alerta no site do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Governo Federal. Pela ponte do Jequitinhonha trafegam cerca de 5 mil veículos diários.

A atual situação de deficiência da ponte sobre o Rio Jequitinhonha é uma grave ameaça para a economia do Sul e Extremo Sul da Bahia, pois é uma importante rodovia de integração nacional e o principal canal de tráfego da região. Pela BR-101 circula toda a riqueza produzida no Sul da Bahia, seja entre os municípios regionais ou para outras regiões do Brasil.

Inaugurada em 1957, a ponte sobre o rio Jequitinhonha mede 511 metros de extensão e suporta o tráfego de veículos de cerca de 45 toneladas, o que nem sempre acontece, devido à falta de balanças para controla o peso das cargas de carretas. Pelo aspecto da estrutura de sustentação, a carga a ser suportada já deveria ser diminuída ou sofrer uma rápida intervenção para evitar um terrível acidente.

Última manutenção – A ponte sobre o rio Jequitinhonha passou por uma intervenção no início dos anos 1980, quando começou a apresentar um afundamento e parte do seu lastro (e parte da sustentação). Àquela época, foi interditada parcialmente durante todo o dia, sendo fechada ao tráfego em dias que a empresa que executava a obra promovia algumas intervenções.

Neste caso, todo o tráfego era fechado e desviado para a BR-116 (a conhecida Rio-Bahia), com os ônibus, caminhões e carretas, entrando por Teixeira de Freitas para Teófilo Otoni até Vitória da Conquista, retomando a BR-101 em Itabuna. O desvio, em relação ao transporte regional, provocou danos incalculáveis à economia regional, pois enquanto os passageiros transitavam por vários quilômetros a pé, para viajar em outro veículo, o transporte de cargas continuava parado.

Apesar de todos os riscos iminentes, o Dnit não faz uma manutenção periódica – até por falta de recursos – e a água das fortes chuvas se acumulam no lastro, causando apreensão nos motoristas que por ali trafegam, por não conseguirem visualizar o lastro. Após as reclamações, é que são retirados os materiais que entopem as saídas de água e causam os alagamentos.

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