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União Almir-Zairo e avaliação sobre o assunto

Os arquiinimigos Almir Melo e Zairo Loureiro estariam sendo tentados a deixar de lado as querelas políticas e subirem juntos num mesmo palanque, apoiando um candidato a prefeito em 2020.

As conversas estariam em marcha em Salvador, onde vivem atualmente Zairo e Almir, e envolveriam nomes graúdos da política baiana que fazem oposição ao PT.

Almir governou Canavieiras durante 4 mandatos. Ao tentar a reeleição para um 5º mandato, em 2017, Almir perdeu feio, ficando relegado a um desonroso 3º lugar, depois de Dr. Almeida, o eleito, e de Edmar Luz, 2º colocado.

Quanto a Zairo Loureiro, já governou Canavieiras durante 9 anos: um ano quando era vice e assumiu durante afastamento do titular Boinha Cavalcante, e depois ao longo de 8 anos, quando venceu a corrida para a prefeitura e se reelegeu na disputa seguinte. Em ambos os casos Zairo derrotou Almir nas urnas.

Leia a seguir uma avaliação de Fernando Volpi – que foi secretário de Turismo durante a última gestão de Almir Melo – sobre essa surpreendente notícia sobre a possível união Almir-Zairo.

ALIANÇA FARPADA
Fernando Volpi

Levei um choque quando li a respeito de possível (e pouco provável) aliança entre duas lideranças políticas do município de Canavieiras para o nebuloso 2020. O antagonismo entre ambos é tão dominante que os blinda contra qualquer esforço de impacto e de pacto.   Nem mesmo uma trégua pode ser cogitada.

Se trégua é impossível,  imaginem uma composição confiável.   Aliás,  os mais recentes exemplos de “aliança” são desmotivadores, considerando que em poucos dias após a vitória coligada se deu o rompimento da “aliança” de maneira pouco ponderável.  Tivemos ali a mais clara manifestação da traição e de desrespeito aos elementares princípios da ética na já bem desgastada gestão pública em todos os níveis. 


Aliança para vencer ou para neutralizar algum candidato forte será como aquela fonte milagrosa da idiota novela das 21 horas na Globo:  secará ao primeiro embate. Novos tapetes serão puxados revelando a sujeira sob ele.  E estaremos de novo diante de um quadro sinistro de estagnação.


Almir e Zairo são como azeite na água.  Jamais darão liga a  uma única e homogênea massa fermentada  que se transforme em realizações multiplicadas como pães na fornalha ardente. Faltará o fermento da legitimidade,  da sinceridade do propósito e sobretudo da amizade.


Rivais políticos serão eternamente rivais.  Podem até simular afagos efusivos diante do eleitor abestado, mas seus olhos lançam torpedos como ogivas nucleares coreanas, um no outro,  sobrando para quem estiver por perto num raio de muitos quilômetros. 


Escrevi,  tempos atrás,  sobre  articulações políticas mas na época eu era,  mesmo sem admitir,  um agente político e tive que ser sutil na composição do texto.  Mas hoje eu faço questão de escancarar aos quatro cantos de Canavieiras:  o óleo sempre flutuará sobre a água.  Não pode haver aliança quando o ódio e a injúria, a covardia e a vingança  antecedem a tentativa de pacto.  Nas raias políticas e principalmente eleitorais não há oportunidade para recuos ou desvios e muito menos para uma corrida com candidatos atrelados.  Canga entre contrários é uma utopia.  E me atrevo até mesmo a afirmar que aliança nessa terra de egos inflados nada mais é do que um criminoso engodo.

 
Aliança entre Almir e Zairo só pode gerar mais desgraça para a cidade já a beira da desgraça,  panorama social e político que contrasta com a veemente beleza da natureza e com a riqueza de sua história.
Ambos devem manter seus territórios separados de preferência por  arame farpado e, data vênia,  eletrificado.

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